No alto de um quadro com 27 rostos masculinos, destaca-se o de Arlete Camargo Aranha, única mulher da turma de 1951 e primeira engenheira agrônoma a se formar em Minas Gerais. Ela figurou, ainda, entre as cinco pioneiras a receber essa titulação no Brasil. Sua graduação, iniciada em 1948, ocorreu na então Escola Superior de Agricultura de Lavras (ESAL), atual Universidade Federal de Lavras (UFLA), marco que definiu tanto sua trajetória quanto a história da instituição.
Ainda nos caminhos da educação, Arlete lecionou química, biologia e física no Instituto Gammon. Na mesma instituição, formou-se em piano clássico, vindo a atuar como professora no conservatório de Taubaté, no estado de São Paulo. Sua carreira também incluiu passagens pelo Departamento de Entomologia do Instituto Agronômico de Belo Horizonte.
Natural de Lavras, Arlete Veiga Pádua nasceu em 1927. Filha de José Ferreira Viana e Alcina Maria Geralda, era irmã adotiva do professor Jaziel Rezende, ex-diretor da ESAL. Ao casar-se com o também ex-aluno João Camargo Aranha Neto, adotou seu sobrenome e mudou-se para Taubaté, onde o casal teve três filhos.
Arlete Camargo Aranha faleceu em 2013, em São Bento Abade, no Sul de Minas.