“O gado nacional não pode ser melhorado na produção de leite e carne sem uma alimentação mais ampla e rica do que a comumente encontrada nos campos e nas pastagens”

Fenação e ensilagem são dois processos de conservação de forragens. A fenação conserva de forma seca e a ensilagem de forma úmida. Estas práticas foram difundidas e incentivadas desde os primórdios da Escola Agrícola, pois constituíam uma importante alternativa para alimentação animal no período seco, um grande problema dos produtores da época, e já eram adotadas corriqueiramente nos EUA. Embora alguns grandes produtores brasileiros também utilizassem esta fonte de alimentação, na região ainda era uma novidade e a técnica de produção foi introduzida na Escola Agrícola. Para isto construíram o primeiro silo aéreo, feito com tijolos e reforçado com arcos de ferro. Para encher o silo utilizava-se uma máquina em trator e a silagem era retirada pelas janelas.

Alunos do curso prático do I ano da Escola Agrícola de Lavras fazendo o enchimento do silo (O Agricultor, 1922; Prospecto Instituto Evangélico, 1922).

Alunos do curso prático do I ano da Escola Agrícola de Lavras fazendo o enchimento do silo (O Agricultor, 1922; Prospecto Instituto Evangélico, 1922).

Dr. Hunnicutt defendia que a alimentação do gado dependia de pastos melhorados, o que vinha acontecendo em Minas Gerais nos dez anos anteriores a 1922. Mas, para locais onde o pasto não permanecia verde o ano todo, a alternativa seria a alimentação com feno (Hunnicutt, 1922). Na escola agrícola, o milho era plantado em setembro para se fazer a ensilagem no início de janeiro (O Agricultor, 1922).

Para a fenação, na Escola Agrícola era produzida alfafa e os alunos aprendiam sobre o cultivo e como conservar esta planta para a alimentação do gado.

Imagem dos alunos no alfafal da fazenda da Escola Agrícola. Prospecto Instituto Evangélico, 1922.

Imagem dos alunos no alfafal da fazenda da Escola Agrícola. Prospecto Instituto Evangélico, 1922.

A técnica de produção de feno foi difundida entre os agricultores, assim como foi objeto de consulta, numa seção de “Consultas” de O Agricultor, para a qual os produtores enviavam cartas solicitando esclarecimentos para suas dúvidas (O Agricultor, 1926).

Segadeira cortando capim gordura para fenação na Escola Agrícola de Lavras. (O Agricultor, 1922; Prospecto Instituto Evangélico, 1922).

Segadeira cortando capim gordura para fenação na Escola Agrícola de Lavras. (O Agricultor, 1922; Prospecto Instituto Evangélico, 1922).

Para reforçar a importância tanto da fenação como da ensilagem, o Dr. Hunnicutt publicou artigos em O Agricultor, revista não somente difundida entre professores e alunos, mas também para profissionais da área e produtores rurais. Nestes artigos, “Fenos e fenação” (O Agricultor, agosto de 1922) e “Silos e Ensilagem” (O Agricultor, outubro e novembro de 1922), apresentou definições, importância, técnicas de como fazer a fenação e ensilagem.

Referências

Hunnicutt, B.H. Fenos e Fenação. O Agricultor, ago. 1922.

Correia, I.F. Silos e Ensilagem. O Agricultor, out e nov. 1922.

Prospecto do Instituto Evangélico, 1922.

O Agricultor, 1926.

 

Outras imagens:

Máquina para cortar ensilagem modelo Ohio n.90. O Agricultor julho 1926

Máquina para cortar ensilagem modelo Ohio n.90. O Agricultor julho 1926

Ensiladeira Libeck Mod B. - ESAL, Década 1950

Ensiladeira Libeck Mod B. - ESAL, Década 1950

Vista Ensiladeira Libeck Mod B. - ESAL, Década 1950

Ensiladeira Libeck Mod B. - ESAL, Década 1950



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