Máquinas de Tração Animal

Nos primórdios da Escola Agrícola, assim como também nas propriedades rurais, as atividades agrícolas eram realizadas manualmente ou, mais raramente, com o auxílio de animais. Assim foi uma grande evolução, já na década de 1920, substituir o uso da enxada por máquinas agrícolas, mesmo que tracionadas por pessoas ou animais (O Agricultor, 1927). Para isto, o Dr. Hunnicutt e Dr. Samuel Gammon ganharam de produtores americanos dois arados de discos da empresa B.F. Avery and Co. de Louisville.


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Grade de disco em cultivo de café (Prospecto, 1920)
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Máquina “moderna” motorizada de operação manual (O Agricultor, 1927)

O prof. Charles Clyde Knight, ao concluir o seu mestrado na Wisconsin University, apresentou a tese: A influência das máquinas agrícolas sobre o trabalho, na qual ele compara e discute o rendimento de um trabalho de diferentes atividades no campo feito com enxada em comparação com a máquina tracionada com animais em números variados de animais. Estes resultados foram publicados no O Agricultor, o que ampliou o espaço da discussão do tema.


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Cultivador de solo com rabiças e controle manual movido a tração animal

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Arado de discos com controle manual e tração animal

No início da década de 1920, a “falta de braços” já constituía um problema para os agricultores. Assim, a alternativa para tornar o trabalho mais eficiente era o uso de máquinas. Em artigo publicado no O Agricultor, Dirceu Braga destaca quatro máquinas essenciais para a mecanização da lavoura: o arado para revolvimento da solo, a grade para destorroamento e nivelamento, a semeadora que era mais eficiente para a semeadura e o cultivador para revolver o solo e eliminar plantas daninhas (Braga, 1925; Braga, 1930).


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Arado de aiveca

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Grade


semeadora

Semeadora

cultivador
 Cultivador

Na Escola Agrícola as máquinas eram utilizadas para manutenção dos plantios e os alunos tinham aulas práticas na Fazenda Ceres, como era chamada, e aprendiam a utilizar os implementos. Havia até um concurso de aração, como o exemplo da foto, realizado em 1921.


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Concurso de aração realizado pelos alunos em novembro de 1921

A difusão destes equipamentos era tão importante que, na época, as empresas fornecedoras destes equipamentos divulgavam seus produtos em anúncios feitos em O Agricultor, o qual era lido por professores, alunos, agricultores, além de ser compartilhado com bibliotecas de outras escolas e universidades.


Exemplo de anúncio de “máquinas agrícolas”. (O agricultor, 1927)
Exemplo de anúncio de “máquinas agrícolas”. (O agricultor, 1927).

Algumas destas máquinas ainda existem no campus UFLA e encontram-se em exposição no Departamento de Agricultura e Departamento de Engenharia Agrícola.

Implementos de tração animal para o preparo, semeadura e cultivo do solo


Arado de aiveca fixo
Arado de aiveca fixo
Cultivador mecânico
Cultivador mecânico

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Grade de dentes reguláveis
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Grade de disco

Grade de disco
Grade de disco
Rastelo ou ancinho
Rastelo ou ancinho

Grade de dentes
Grade de dentes
Cultivador mecânico
Cultivador mecânico

Equipamentos de plantio


Sulcador
Sulcador
Arado de aiveca
Arado de aveica
Distribuidor de fertilizantes
Distribuidor de fertilizantes
Semeadora adubadora
Semeadora adubadora

Implementos de tração animal para colheita


Arrancador de amendoim

Arrancador de amendoim

Arrancador de batata

Arrancador de batatas

Referências:

HUNNICUTT, B.H.Duas décadas do desenvolvimento agrícola do Brasil. O Agricultor, 1927 ano VI, n.1. p.9-10, 23, 29-31.

KNIGHT, C.C. A influência das machinas agrícolas sobre o trabalho. O Agricultor, set. 1923. ano II, n.9, p.7-8

BRAGA, D.D. Importancia das Machinhas Agricolas. O Agricultor, set. 1925, ano IV, n.3. p.8-9.

BRAGA, D.D. A lavoura explorada mechanicamente. O Agricultor, maio 1930. ano IX, n.5. p.10-14, 28.

Um novo campeão mundial. O Agricultor, ano IX, n.6 junho 1930. p-10-11.

O Centenário da Ceifadeira. O Agricultor, julho 1931. ano X, n.7. p.5-10.

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